Introdução

Na estação mais quente do ano (em sentido literal e figurado), o Cosmética em Foco traz o seu primeiro especial com uma série de postagens (acredite, é uma série mesmo! Você vai perder a conta do quanto falaremos) sobre fotoproteção.

O Brasil tem grande parte de sua superfície demográfica localizada entre o Trópico de Capricórnio e o Equador. Nesta região, a intensidade da radiação solar é maior, pois os raios solares incidem em um ângulo mais perpendicular. Assim, como nosso país tem a maior área intertropical do mundo, ele é também o mais ensolarado. Um fator que contribui muito para o grande aumento do número de pessoas com câncer de pele no país.

A estrutura da pele humana

A pele, o maior órgão do corpo humano, corresponde a 16% do peso corporal e suas principais funções no organismo são: regulação térmica, defesa orgânica, controle do fluxo sangüíneo, proteção contra diversos agentes externos e funções sensoriais.

Este tecido constitui de duas camadas: a epiderme e a derme, mas alguns autores também consideram a camada subcutânea (hipoderme) como parte da pele. São elas:

  • Epiderme – é a camada mais externa, composta basicamente por queratina e células específicas chamadas queratinócitos. Também é nesta camada que estão os melanócitos (os responsáveis pela produção de melanina).
  • Derme – localizada entre a epiderme e a hipoderme, é a camada responsável pela resistência mecânica e elasticidade da pele, por ser rica em elastina e colágeno.
  • Hipoderme – é a parte mais profunda, constituída principalmente pelos adipócitos (células de gordura) envoltos por um tecido conjuntivo.

As três camadas da pele são sensíveis aos raios ultravioleta (UV), que fazem parte da luz solar.

A radiação UV, tipos de raio e seus efeitos

O espectro solar é composto por uma série de radiações. A maioria tem seus benefícios para os seres vivos, mas quando a quantidade de energia absorvida é superior à dose tolerável, os riscos podem ser inevitáveis.

As principais radiações solares são:

Raios infravermelhos – Responsáveis pela sensação de calor e desidratação da pele durante a exposição ao sol.

UVA (comprimento de onda de 320 a 400nm) – Bronzeiam superficialmente e contribuem para o envelhecimento extrínseco da pele, induzido pela exposição prolongada ao sol.

UVB (comprimento de onda de 290 a 320nm) – São as responsáveis pelo eritema (vermelhidão) característico da exposição ao sol, envelhecimento precoce e câncer de pele, atingindo, principalmente, pessoas de pele clara.

UVC (comprimento de onda de 200 a 290nm) – São bastante prejudiciais, não estimulam o bronzeamento e podem causar queimaduras solares e câncer. Apesar de já existirem estudos contrapondo esta opinião, esse tipo de radiação raramente atinge a superfície da Terra, pois é absorvida pelas camadas mais altas da atmosfera e estratosfera.

Os raios UV podem provocar reações tardias, devido ao efeito cumulativo da radiação durante a vida, causando a aceleração do envelhecimento cutâneo e as alterações celulares que predispõem ao câncer de pele. Quanto menor o comprimento de onda, mais nociva é a radiação, pois maior é sua penetração nos tecidos vivos. Como os raios UVC ainda alcançam muito a superfície da terra, os raios UVB são considerados os mais carcinogênicos, mas a deficiência na camada de ozônio tem aumentado progressivamente a incidência de ambas radiações UV.

Os raios UVA, por sua vez, contribuem para o início ou piora das doenças ocasionadas pelo sol, como o fotoenvelhecimento, o aparecimento de manchar e rugas e o câncer de pele.

Bronzeamento e queimaduras

O bronzeamento tão desejado, nada mais é que uma defesa natural do organismo ante a radiação solar. A incidência da luz solar na pele estimula os melanócitos a produzirem melanina, um pigmento natural da pele que tem a capacidade de reduzir a penetração das radiações UVA e UVB.

Nos primeiros dias de exposição ao sol, este mecanismo de produção da melanina começa a ser ativado e, por essa razão, neste período deve-se utilizar fotoprotetores com fatores de proteção (FPS) mais elevados.

As queimaduras, sensações de ardor e inchaços (edemas) são sinais da exposição indevida ao sol. A escolha adequada do fotoprotetor ideal para cada tipo de pele e o uso correto são de fundamental importância para a prevenção desses sinais e de outros não visíveis. Peles mais claras e/ou sensíveis necessitam FPS mais elevados.

Um produto com FPS 20, por exemplo, permite exposição ao sol por um período 20 vezes do que se o usuário estivesse sem nenhuma proteção. No entanto, após esse período, ele perde sua eficácia e por isso deve ser reaplicado periodicamente. Quanto menor o FPS, maior a frequência de reaplicações.

Tem dúvidas?

Não entendeu alguma parte deste post ou de todo o Especial Verão 2010 do site Cosmética em Foco? Quer perguntar algo sobre verão, envelhecimento, câncer de pele, fotoprotetores, bronzeadores ou qualquer outro assunto relacionado a estação mais quente (e chuvosa) do ano? Então envie suas perguntas por email, twitter ou comentário, pois teremos uma postagem exclusiva para responder essas perguntas no fim deste projeto.

Fontes:
INMETRO. Protetor Solar. Acesso em 04/01/2010.
INMETRO. Protetor Solar II. Acesso em 04/01/2010.
WIKIPEDIA. Pele Humana. Acesso em 04/01/2010.

2 COMENTÁRIOS

  1. Olá, gostaria de saber de quanto em quanto tempo deve ser reaplicado o protetor solar em pessoas que fazem uso de ácidos e outros cosméticos fotossensibilizantes, levando-se em consideração uma exposição mínima ao sol, porém muita exposição à lâmpadas e à luz do computador?

  2. Flávia,
    tenho alguns profissionais para entrevistar para o Especial Verão 2010 e vou guardar sua pergunta para ele responder, ok? Caso não consiga, respondo no post especial de dúvidas que virá no fim.

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