É até arriscado tentar complementar o texto anterior sobre o bepantol, mas recentemente eu encontrei o que para mim é como um pote de ouro no fim do arco-íris: a dissertação de mestrado do também farmacêutico Flavio Bueno de Camargo Junior, que estudou a eficácia do ácido pantotênico (o pantenol) na hidratação da pele.

Após testar 8 formulações contando 0,5%, 1% e 5% de D-Pantenol, ele constatou que os produtos com 1% de ativo são eficazes o suficiente na hidratação cutânea, mantendo a função de barreira da pele.

Durante o estudo as voluntárias tiveram suas peles avaliadas segundo estes parâmetros: teor de água do estrato córneo, perda de água transepidermal, função barreira da pele e elasticidade cutânea.

Cuidar da hidratação da pele ajuda a prevenir o envelhecimento cutâneo e afecções dermatológicas comuns como algumas dermatites e hiperidrose/desidrose (lembre-se de sempre ter acompanhamento de seu dermatologista para qualquer tratamento que faça em sua pele). Além disso, uma pele íntegra é resistente ante a penetração de fungos e bactérias oportunistas.

O d-pantenol (ou dexpantenol) é indicado para fórmulas cosméticas e dermatológicas hidratantes, antiiritantes e pós-sol.

O mercado utiliza até 5% de pantenol (como no bepantol, por exemplo), mas agora sabemos que 1% já é suficiente para se obter seus benefícios. Isso não dá o direito aos consumidores de diluir ou adulterar os produtos de mercado, pois isso pode, além de tornar o produto inativo, contaminá-lo e trazer graves prejuízos à saúde quando o uso do produto visa aos seus benefícios.

O Flavio defendeu o mestrado em novembro de 2006 na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto orientado pela Profa. Dra. Patrícia Maia Campos.

Fonte: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60137/tde-17012007-143439/

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