Maquiagem: um mercado colorido em tempos cinzas

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Em 2015, o mercado brasileiro de Produtos de Higiene, Perfumaria e Cosméticos (PHPPC) caiu 8%. Para João Carlos Basílio, Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o desempenho está diretamente associado às medidas consecutivas de aumento de taxas e tributos no ano passado, que “derrubou as vendas do setor e, por consequência, reduziu as curvas de arrecadação, num efeito contrário ao pretendido pelos governantes. A desvalorização cambial também contribuiu para o resultado negativo do setor, que fechou o ano perdendo posições de liderança em importantes categorias essenciais para a saúde e bem-estar do consumidor, a exemplo do protetor solar e de desodorantes”, explica.

No entanto, um relatório da Research and Market aponta crescimento de 11% entre 2016 e 2019. Isso porque 65,7% das brasileiras não consideram a maquiagem como um item de luxo, mas uma necessidade. Tudo leva a acreditar que a indústria de PHPPC no Brasil está recuperando o fôlego e dinamismo. A expectativa é que os produtos masculinos continuem aumentando até 2019 no mesmo patamar dos atuais 7,1% de crescimento. Outro grupo de consumidores que pode aumentar o consumo são os 53% de brasileiros que se consideram negros e mestiços e dizem não encontrar oferta de cosméticos adequada às suas necessidades específicas.

A palavra de ordem para o ano de 2016 é inovação. Para Basílio, “as indústrias brasileiras devem se voltar ainda mais em inovação. O setor brasileiro de HPPC sabe fazer diferente, tanto é que investe bianualmente quase 40% do seu faturamento em lançamentos. No entanto, neste ano é preciso se voltar ainda mais em inovação e apresentar alternativas com melhor custo benefício tanto para empresa, quanto para o consumidor. A empresa que tiver percepção, leitura adequada e boas ideias, especialmente neste momento delicado do Brasil, vai se destacar no mercado.

O segmento de maquiagem é forte no país. As mudanças sociais que aconteceram no país nos últimos 30 a 40 anos se reflete também nas escolhas e hábitos das consumidoras. As mulheres são cada vez mais multitarefas e seus estojos de maquiagem são acessório indispensável para todas as ocasiões. Dados da Mintel revelam que 45% das mulheres preferem maquiagem com longa duração.

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Promovendo discussões e inspiração, acontecerá nos dias 7 e 8 de dezembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, a terceira edição da MakeUp in São Paulo, com 30 palestrantes do Brasil e do mundo. Afinal, mesmo diante de uma situação econômica difícil, o mercado brasileiro se mostra ainda bastante dinâmico e inovador! A edição desse ano contará com a participação dos principais grupos do setor como Fareva, Fiabila, Grupo Albéa, Grupo Alkos, Louisa Oliva e Qualipac, por exemplo.

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