Se eu dissesse que há produtos cosméticos que contém em sua composição um filtrado da secreção de uma espécie de caracol cultivada em laboratório, concentrado e purificado, enriquecido com glicosaminoglicanas, alantoína e colágeno. Estranho a princípio, não? Mas e se eu disser que esse preparado ajuda na cicatrização da pele, diminui queloides e marcas de estiramento; ajuda no combate à flacidez e diminui a celulite; tem ação anti-radical livre; melhora quadros de acne, ajudando a evitar o crescimento de bactérias; reduz a inflamação na pele; e melhora queimaduras causadas pelo sol? Melhora a sua reação de rejeição ao produto?

Entretanto, se, além disso, eu exemplificar que a partir desta segunda, 15 de julho de 2013, no Japão, alguns indivíduos poderão se submeter a um tratamento facial em que os próprios caracóis são colocados em sua pele para rastejarem e liberarem sua secreção tão rica? Aí parece que um extrato purificado e concentrado é algo bem mais aceitável, não é mesmo?

Pois é assim… Nada disso são sonhos ou devaneios de Alice. Muito menos mais um dos contos de Chicó. Trata-se de uma matéria-prima da espanhola Cobiosa chamada Neo Helixan, distribuída no Brasil pela Volp. Fui apresentado a ela há algumas semanas em uma rodada de palestras e ao ler esta matéria no G1, lembrei de imediato do ingrediente cosmético.

Cabe ressaltar que a matéria-prima é livre de sujidades e de contaminantes como todos os ingredientes usados em cosméticos devem ser. É um trabalho sério, resultado de investimento em pesquisas pela empresa que o disponibilizou ao mercado. Os caracóis são de uma única espécie muito conhecida e estudada – não são os caracóis que aparecem em sua rua nos dias de chuva. Estes são criados em ambiente controlado e padronizado.