Tendências para o mercado global de cosméticos até 2025

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A Mintel, agência global de inteligência de mercado, anunciou quatro tendências que até 2025 devem impactar o mercado mundial de beleza. Nos próximos dez anos, os desafios das marcas de beleza será inovar para aumentar o uso de ingredientes naturais, superar o desafio da escassez de água, promover a energia para rotinas desgastantes e extrapolar os limites tecnológicos do corpo humano. De acordo com a presidente global da divisão de Beleza e de Cuidados Pessoais da Mintel, Jane Henderson: “os próximos anos vão trazer grandes contrastes entre a tecnologia pessoal e ingredientes naturais, os quais irão conduzir a inovação das áreas de beleza ao longo da próxima década.”

Res extensa

Como previsto por Marshall McLuhan há mais de 100 anos, a linha entre o humano e os dispositivos tecnológicos está se fundindo. A análise da Mintel propõe que um laboratório de banheiro está mais próximo da realidade do que consumidores – e profissionais – supõem. A realidade aumentada e virtual permitirá diagnósticos e formulações personalizadas. Cerca de 48% dos usuários de protetores solares do Reino Unido estaria interessada em um aplicativo que pudesse rastrear mudanças da pele.

Para a diretora de Insights, Beleza e Cuidados da Mintel, Vivienne Rudd, “à medida que os consumidores se tornam, cada vez mais, familiarizados com o uso de tecnologia para monitorar a sua saúde e bem-estar, eles procuram marcas de beleza que ofereçam produtos e dispositivos que tenham funcionalidades semelhantes. O desenvolvimento de novos produtos em realidade aumentada está fornecendo o próximo passo em espelhos virtuais e visualização em tempo real dos efeitos de produtos de beleza na pele e no cabelo. Além disso, os dispositivos vestíveis serão, cada vez mais, parte do corpo, de micro fragmentos que monitoram a condição da pele aos ingeríveis que enviam informações do estômago para dispositivos conectados, os quais acompanham o movimento e eficácia dos suplementos de beleza. No entanto, como a nova tecnologia permite aos consumidores acompanhar o impacto dos produtos de beleza, as marcas estarão sob maior pressão para comprovar essa eficácia”.

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Terra, planeta água terra mesmo

Não é mais surpresa afirmar que a água está prestes a se tornar um insumo de luxo. Assim como também não é novidade alguma afirmar que as indústrias devem inovar a forma como usam a água em seus produtos, envolvendo a fabricação e a formulação. Isso porque é esperado que a água se tornará um recurso altamente protegido, tornando inviável o seu como se conhece do passado aos dias atuais. A campanha atualmente é que os consumidores reduzam o uso de água, então como eles mesmos vão encarar se as marcas favoritas não seguirem a mesma cartilha ou se continuarem produzindo fórmulas baseadas em água. As rotinas deverão mudar e com elas, também os produtos. Nós já falamos sobre isso em um podcast, ouça aqui.

“A chave para o sucesso das marcas de beleza reside no sucesso da adoção dessas medidas inovadoras entre os consumidores mais jovens. Elas devem atrair o idealismo e a paixão juvenis, o desejo de mudar o mundo por meio de produtos que afirmam claramente como elas abordam a questão da escassez de água. Haverá também uma maior necessidade das marcas em ajudar os consumidores a controlar o consumo de água, e transparência será uma qualidade extremamente importante”, continua Vivienne Rudd.

Lifestyle moderno

Os consumidores enfrentam problemas com o vigor físico assim como o ritmo da vida moderna muda. Cientes da necessidade dos consumidores de mudar seus estilos de vida a longo prazo, as marcas de beleza estão oferecendo produtos que colocam o posicionamento de energia na vanguarda. Por sinal, os níveis de vigor tornam-se uma preocupação fundamental em todo o mundo. Pesquisa Mintel, por exemplo, indica que quase quatro em cada cinco adultos, 79%, no Reino Unido odeia se sentir com pouca ou baixa energia. Mais do que isso, nos Estados Unidos, cansaço ou fadiga ocupa o segundo lugar como um problema de saúde.

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“Nossa pesquisa mostra que os consumidores, em geral, querem melhorar sua saúde e bem-estar. As marcas de beleza vão precisar fazer parcerias com empresas de alimento, bebida e lazer para criar variantes de produtos que promovam um estilo de vida saudável com ingredientes e reivindicações que se complementam. Posicionamentos de eficiência energética também serão fundamentais na próxima década já que os consumidores batalham contra a fadiga. As marcas devem ilustrar, de forma tangível, como seus produtos podem melhorar os níveis de vigor do consumidor. Aliás, itens direcionados a aumentar a energia do consumidor já estão sendo produzidos, particularmente nas áreas de produtos para cuidados da pele e do cabelo. Devemos ver mais marcas capilares visando melhorar a condição e longevidade dos cabelos por meio de estímulos da energia celular. Uma nova geração de maquiagem também vai emergir, aumentando os níveis de energia da pele e melhorando a sua aparência”, afirma Vivienne Rudd.

Da feira para o corpo

Cada vez mais os consumidores querem ter controle sobre os produtos que usam, conhecendo cada ingrediente da fórmula e sentindo-se seguro quanto ao uso. Os produtos de beleza estão saindo dos laboratórios para as cozinhas dos consumidores. As brasileiras há muito tempo experimentam as receitas mais diversas para os fins mais absurdos. Essa mudança no comportamento está diretamente relacionada à melhor aceitação dos ingredientes naturais e esse foi exatamente o tema do Sustainable Cosmetics Summit Latin America de 2015. Quase metade, 48%, dos consumidores italianos e espanhóis compram produtos naturais (o que faz um cosmético natural ser natural? Leia aqui.) e orgânicos de higiene pessoal porque eles acreditam que os produtos são melhores para a saúde. Se o produto industrializado possui ingredientes acessíveis, porque não testar a mistura em casa?

“Tratamentos de beleza e cuidados pessoais tradicionais estão se tornando mainstream, já que mais e mais consumidores começam a ‘cozinhar’ as suas próprias versões. Marcas terão que mudar seu foco para realçar processos artesanais, ao mesmo tempo que tornam mais fácil para os consumidores fazerem produtos em casa. Pensando na próxima década, veremos marcas emprestado inspiração dos kits de refeição desenvolvidos por empresas de alimentos. Assim como marcas de beleza fazem parceria com empresas de homewares para criar dispositivos de cozinha e produtos de armazenamento, com o crescente interesse na adoção de estilos de vida mais naturais, os consumidores vão envolver-se mais no processo de criação para garantir que seus produtos de beleza e cuidados pessoais sejam mais transparentes”, conclui Vivienne Rudd.

Para acessar o relatório da Mintel, clique aqui.

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Fonte: Mintel

Atualizado em 11 de março de 2016.

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