Vitamina K em cosmeticos

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No dia 4 de janeiro de 2010, seguindo o que já foi proposto pela Comunidade Europpéia, a Anvisa divulgou o Parecer Técnico n°1, determinando que o uso de vitamina K, em todas as suas formas, está proibido em cosméticos. Na comunidade europeia esta vitamina figura a lista de substância que não devem fazer parte de cosméticos.

O motivo parte do alto risco associado ao uso deste ativo, utilizado no tratamento de pacientes com hipoprotrombinemia (decorrente de disfunção hepática), no tratamento de fibrose cística, e como antídoto para drogas cumarínicas.

Também pelo risco de sensibilização e de ocorrência de dermatite de contato alérgica no local de aplicação, dos relatos de dermatoses ocupacionais associadas a está vitamina, e dos relatos de dermatite de contato alérgica pelo uso de vitamina K em produtos cosméticos.

Além disso, a princípio, não há necessidade de aplicação tópica desta vitamina, uma vez que ela está presente em alimentos e é produzida pela flora intestinal.

A vitamina K

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Descoberta em 1929, a vitamina K auxilia na coagulação do sangue e na resistência dos ossos (por meio da proteína oestocalcina, responsável pela fixação do cálcio nos ossos).

Parte da vitamina K é produzida naturalmente no corpo com a ajuda de bactérias da flora intestinal. No entanto, essa produção supre apenas 1/3 da nossa necessidade desta vitamina. Nos alimentos, ela é encontrada em verduras folhosas (espinafre, brócolis e alface) e no fígado de animais (boi, porco e galinha). O chá verde também é uma boa fonte da vitamina.

Às vezes, independente da quantidade de ingestão de folhas verdes, ainda pode haver deficiência na vitamina K, bem como algumas doenças no fígado, na vesícula biliar ou no intestino também podem interferir na absorção de gorduras e da vitamina K.

Os recém-nascidos, por exemplo, nascem com pouca vitamina K e nos primeiros dias de vida tomam suplemento com a vitamina, pois o intestino ainda não tem bactérias suficientes para produzi-la e o leite materno não é uma boa fonte de vitamina k.

Mas atenção: pacientes cardíacos que utilizam medicamentos anticoagulantes, tem seu tratamento afetado se consumirem muita vitamina K ou suplementos vitamínicos que contenham esta vitamina. Também, o excesso da forma sintética da vitamina, a menadiona, pode ser tóxico. Por isso é importante manter-se informado e ter sempre acompanhamento médico.

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