Testes de segurança em produtos infantis

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Recebemos diariamente várias perguntas de leitores do Cosmética em Foco. Como algumas acabam se repetindo, achei que seria interessante começar a publicar algumas dessas perguntas aqui. Então, inauguramos hoje uma nova coluna chamada “CFoco Responde”.

Pergunta: Como podemos comprovar a segurança de um produto infantil sem fazer testes em animais? Já existe alguma metodologia aprovada pela Anvisa?

Até o momento, não há imposição ou exigência legal que impeça o uso de testes em animais. Conforme consta no Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos da Anvisa: “Os animais de laboratório deverão ser utilizados sempre que não existam métodos alternativos validados que os substituam ou, em casos específicos, após screening com métodos in vitro e/ou matemáticos validados, precedendo, dessa forma, os estudos clínicos”.

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Foto: Morguefile.

No entanto, seguindo a tendência mundial de eliminar de vez os testes em animais para produtos acabados, o que várias empresas fazem é realizar primeiro testes in vitro. Então, depois de aprovados, os produtos são testados em humanos adultos.

De acordo com o Dr. Cassiano Escudeiro, do Instituto de Pesquisa Integrada, IPClin, a Anvisa aceita os estudos em adultos tanto dermatológicos (para o apelo “dermatologicamente testado”) quanto oftalmológicos (para apelo “oftalmologicamente testado” ou “sem lágrimas”), apesar da diferença fisiológica entre adultos e crianças. “A criança possui a pele e olhos mais sensíveis. Mesmo assim a Anvisa prefere não expor crianças as testes, exceto no caso de um creme para assaduras”, explica Cassiano.

Agradeço ao Cassiano pela colaboração e aos leitores por confiarem no Cosmética em Foco. Continuem contando conosco e até o próximo CFoco Responde.

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